5 Dicas para quebrar o gelo em eventos corporativos

Evento de trabalho? Não se acanhe e faça seu networking

Eventos corporativos que reúnem representantes de diversas empresas podem ser uma ótima oportunidade para fazer contato e criar relações que, eventualmente, podem se transformar em negócios. A necessidade de participar desses encontros é implícita e incentivada no dia a dia profissional. Mas muitos funcionários – não apenas os tímidos – sentem-se às vezes intimidados nesse tipo de evento por não saberem exatamente como agir e se posicionar. Não se trata apenas de uma questão de trocar cartões ou ir direto à pessoa que interessa. Para ser efetivo, esse networking é necessária certa habilidade e preparação.

Época NEGÓCIOS conversou com Maria Cândida B. de Azevedo, consultora especializada em carreira e cultura organizacional e Fabricio Barbirato, especialista em networking e diretor-executivo do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos), para descobrir como se dar melhor nesses eventos e conseguir construir conexões para futuras oportunidades e negócios.

Não se esconda atrás do celular

É importante ter em mente que esse tipo de evento tem como objetivo o networking. Segundo Maria Cândida, não é proibido, não é chato e muito menos implicante apresentar-se às pessoas, entrar em rodas de conversa e perguntar sobre o que cada um está fazendo ali. “Tem gente que se esconde atrás do celular e sai do evento do mesmo modo que entrou em termos de relacionamento”, afirma Maria. O funcionário pode até passar a ideia de que está ocupado e que é alguém importante resolvendo problemas, mas não é essa a conduta indicada pelos consultores. “Mesmo os mais tímidos precisam saber que ficar conectado no celular o tempo todo não vai levá-los a lugar algum”, afirma Fabricio Barbirato. A dica é preparar-se para conseguir realizar a melhor abordagem.

Não vá sem estar informado

Para construir relacionamentos no mundo corporativo, é preciso saber exatamente o que a sua empresa faz, quais são os seus pontos fortes e estar informado sobre o mercado. “É fundamental conhecer o universo corporativo e, dependendo do evento, informar-se sobre fusões, lançamento de marcas e demissões em massa”, afirma Barbirato. Essas informações serão as ferramentas necessárias para abrir espaço e criar conexões com um desconhecido, afirmam os consultores. Escolher a roupa mais adequada para o evento e saber se posicionar constituem fatores importantes também. “As pessoas querem conversar com quem transmite seriedade, segurança e parece bem disposto a fazer contatos”, afirma Maria Candida.

Estude a melhor maneira de abordar as pessoas

– Direta: aproxime-se de uma pessoa e pergunte naturalmente o nome dela e a qual empresa ela pertence. Apresente-se de modo direto e troque cartões. Busque algum ‘gancho’ para estabelecer a conversa inicial.

– Escuta de Libélula: imagine um coffee break cheio de rodas de conversas. Você não conhece ninguém e não sabe como agir. Se esse for o caso, a dica é fazer o que os consultores chamam de ‘escuta de libélula’. “Aproxime-se de uma roda o suficiente para ouvir a conversa, mas não para interromper. Escute o que estão falando. Se o assunto interessa e você tem algo a acrescentar, aproxime-se. As pessoas naturalmente irão abrir espaço”, indica Maria. Se a conversa não for de seu interesse, tente essa abordagem na roda ao lado.

– Procure algum conhecido que te ajudará a ser apresentado: um conhecido pode te introduzir rapidamente em uma conversa que já está acontecendo. É uma entrada mais imediata no evento. Estabelecido o primeiro contato, outros podem chegar até você com maior naturalidade. Os consultores só não aconselham depender exclusivamente de um terceiro. “Não adianta esperar os outros te apresentarem. Essa função é sua como representante da empresa”, afirma Barbirato.

Encontre um caminho para desenvolver a conversa

Estabelecida a apresentação e a troca de cartões, como fazer a conversa fluir? “Uma dica para começar é perguntar o que a pessoa faz. Todo mundo fala naturalmente daquilo que domina, mesmo os mais tímidos”, diz Barbirato. Outro conselho dos consultores é fazer uma pergunta ampla (sobre o evento ou um fato relevante no mercado) e estudar rapidamente a resposta da pessoa. O processo sempre começa com você escutando o que a pessoa tem a dizer. “Enquanto você vai ouvindo, imagine outras questões e amarre assuntos a partir da realidade dela”, diz Maria. É nesse aspecto que a necessidade de estar bem informado surge com maior evidência – para criar conexões e fazer com que o outro sinta-se à vontade. A partir desse ponto, a conversa deve fluir naturalmente.

Mantenha o contato após o evento

Não basta esforçar-se em criar um relacionamento no evento se for apenas para empilhar cartões em sua mesa no dia seguinte. Para os consultores, a manutenção dos contatos é fundamental. “Envie um e-mail convidando para um café ou com sugestões referentes aquilo que foi conversado”, afirma Maria. Indicar fornecedores ou novos contatos pode se mostrar importante também. “É assim que você formaliza aquilo que foi criado informalmente no evento e estabelece um networking mais efetivo”, afirma Barbirato.

Fonte: Época Negócios

publicado em 17 de fevereiro de 2014 – 14h59

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