Currículo, colocar ou não? Eis a questão.

Ao preparar um currículo surgem dúvidas sobre o que colocar ou evitar. Quando se trata de envia-lo para “a vaga dos sonhos” isso só se agrava. Para acalmar ânimos e reforçar a autoconfiança, segue uma lista de sugestões.

Por que um CV?

O grande objetivo de um currículo é abrir as portas para uma entrevista. Trata-se da chave para receber um telefonema agendando uma conversa. É uma ferramenta de marketing para promoção do candidato, com intuito de despertar interesse no recrutador.

Cada vaga tem um perfil e cada empresa sua lógica de valorização de pessoas, por isso customizar o currículo destacando as informações mais relevantes para determinada vaga e resumindo ou eliminando outras faz sentido. Trata-se de realçar o que o recrutador quer ver, quando o candidato possui tais conteúdos. NUNCA algo deve ser inventado, além de antiético, pode causar estragos sem volta a reputação do candidato.

Um recrutador investe em média entre 30 e 45 segundos analisando um currículo para decidir se ele deve ser descartado do processo ou convidado para entrevista. Ter as informações necessárias, no layout adequado, é o que difere quem continua no processo e quem é eliminado nessa primeira fase. Menos é mais, simplicidade e objetividade são fundamentais.

Conteúdo

Nome completo do candidato

Dados para contato

  • Telefone (só o celular é suficiente, mantenha-o acessível)
  • E-mail (pessoal, nada de colocar o da empresa em que trabalha)
  • Nacionalidade(s) – caso tenha mais de uma
  • Idade (ao invés de data de nascimento, pois isso poupa trabalho ao recrutador durante a análise de outras informações mais importantes)
  • Gênero (necessário somente quando o nome do candidato gera dúvidas ou quando enviado para recrutadores de outro idioma)
  • Estado civil
  • Localização geográfica – bairro/cidade/país (esse apenas quando o currículo é enviado para outro país).

Objetivo (aspirações)

Recomendado apenas quando se busca uma posição específica. Caso contrário, colocar um objetivo específico pode funcionar negativamente por eliminar posições relacionadas ou alternativas. Quanto mais específica essa informação menor o número de vagas compatíveis disponíveis. Além disso, como as empresas possuem nomenclaturas de cargos distintas, isso pode subestimar ou supervalorizar a pretensão do candidato.

Sumário / Perfil Profissional

Principais pontos de destaque da trajetória profissional – área(s) de atuação, experiências mais importantes em linhas gerais, atuação geográfica quando relevante, mudança de carreira (quando houver). Aqui se pode fazer uma correlação com as aspirações.

Esse campo não é obrigatório e costuma ser ignorado por muitos recrutadores. Se você fizer questão de um sumário, não ultrapasse 4 linhas.

Experiência profissional

– Nome da empresa

– Linha de referência – ela tem como objetivo garantir que qualquer pessoa que leia o currículo saiba o que faz a empresa (mercado de atuação), abrangência (nacionalidade e atuação geográfica), relevância (tamanho em termos financeiros – EBITDA, receita, crescimento, quadro de pessoal e/ou participação de mercado). Não mais que 1 linha (tamanho de fonte menor do que o usado no restante do CV).

– Cargo, data de início e fim ou apenas data de início quando cargo atual (nesse caso começando por desde mm/aaaa). Em datas, mês e ano são suficientes, é desnecessário colocar o dia exato.

– Responsabilidades, desafios e realizações – aqui o importante é mostrar para o recrutador suas competências e capacidade de entrega de resultados. Qual era a situação, o que foi feito e como. Não generalizar.

– Resultados – quantificar sempre que possível (ex: aumento de 10% das vendas em volume, redução de 5% da inadimplência, implantação do projeto reduzindo em 12% o orçamento aprovado).

– O ideal é colocar as 3 últimas experiências apenas (uma quarta só se for MUITO relevante para a vaga em questão) e se outras experiências forem interessantes (marcas de peso)  basta citar.

Formação Acadêmica

Nível (doutorado, mestrado, MBA, pós, especialização, graduação), nome da instituição, curso, resultados (quando relevante – dentre os 5% melhores da turma), prêmios ou pesquisas acadêmicas, bolsas de estudo. Colocar o colegial apenas se muitorelevante.

Informações Adicionais

– Idiomas (língua e nível – nativo, fluente, negócios e básico). Honestidade aqui é crucial. O nome da escola de idiomas ou qualquer certificação são desnecessários. O que importa para o recrutador é a capacidade real de comunicação do candidato.

– Estágios, atividades extracurriculares, qualificações adicionais, habilidades tecnológicas (Pacote Office é mandatório para vagas executivas), hobbies.

Layout e Formatação

As experiências e formação acadêmica devem aparecer em ordem cronológica reversa, da mais recente para a mais antiga.

Tamanho – 1 página (lembre-se que o recrutador investirá 30 segundos apenas, se uma informação importante estiver na segunda página, muito provavelmente ela será ignorada!)

Menos é mais, um layout poluído já causa uma primeira impressão ruim.

Fonte – prefira as leves e de fácil leitura (Arial, Calibri). Tamanho máximo 12, mínimo 9.

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